....................
Home
Arquivo
....................
Confesse-se
....................



Sexta-feira, Agosto 10, 2007
Perdoem! Caros fiéis, que nos perdoem. Perdoem pela ausência de... Um ano e oito meses. Infelizmente tivemos alguns injustos problemas com a polícia federal. E a polícia de Miami. E o FBI. E a turma do Mickey. Juro que não tentei roubar a bolsa da Minnie, foi um mal entendido. Eu só estava arrumando a alça. Mas, boas notícias, os miamenses já foram catequizados (palmas pra Jesus, ele merece) e trouxemos esse lindo layout novo diretamente da Flórida para vocês. Ta, mentira, compramos na Polishop mesmo.
Seguindo com boas notícias, acabou esse negócio de queimar blogs. Já deu, né?! Ninguém mais escreve blogs, estávamos ficando sem material. Agora vamos queimar... Tudo. É isso mesmo, queridinhos, tirem as crianças da sala, porque se pá (aprendi essa gíria na cadeia no grupo de jovens da igreja) a gente queima elas também. E pra começar com tudo novo, vamos de NOVA (hahaha, eu me amo). Vamos lá, então, churrasquinho de revista fútil quentinho:
Queimando: Revista NOVA - Artigos
A Face Pagã:
A Pecadora: Giovana Lombardi, autora das duas matérias.
O Primeiro Pecado, por Bispa Soulneea: Um novo romance vem sempre acompanhado por milhares de dúvidas (OH!). Qual a melhor hora de embarcar numa viagem a dois (Se todo problema na vida se resumisse a isso...)? Pega bem fazer sexo oral logo na primeira transa (Agora o problema não é mais “pega bem trepar no primeiro encontro?”)? E quando levar um vibrador ou falar da camisinha (Falar de camisinha? Que absurdo! Esses malucos querem falar de camisinha no século XXI!)? Nosso guia revela o que fazer - e quando (O que seria de mim sem vocês?).
(Vou suprimir a parte introdutória da matéria, é cretina e não passa do formato analítico desse cabeçalho aí de cima. Vamos direto ao que interessa)
Muita calma nessa hora
No primeiro encontro, os amassos no carro fazem você perder a razão e imaginar detalhes da primeira transa. Sem falar que o volume do gato lá embaixo poderia vir com a mensagem "Feito para dar prazer" [e essa “jornalista” deveria vir com a mensagem “Feita pra escrever coisas cretinas]. Como se não bastasse, no segundo encontro decidiram assumir o namoro [QUEM assume NAMORO no SEGUNDO encontro?]. Parece que o Universo está conspirando para vocês se entregarem de corpo e alma [Não poderia ter sido mais cafona, isso]. Calma lá. Assim como não é de bom-tom atacar a mesa de doces de um casamento antes do jantar [Que analogia fantástica. Jesus teria encomendado uma parábola da pessoa que escreveu isso], a etiqueta sexual sugere deixar o sexo para depois de se conhecerem melhor. E, se não vai para a cama com ele, aquela viagem a dois também deve ser adiada [Se beber não dirija. Se não for dar não viaje].
A primeira transa (de muitas)
Depois de alguns encontros, você se certifica: ele é o cara. Mas, mesmo querendo sentir todo o potencial do bonitão (Afff... estamos falando de um homem ou de um Citroën Xsara?), convém pensar como as decoradoras minimalistas "menos é mais" (Tô realmente adorando as comparações que ela faz, tão prática, didática, tosca... . Segundo experts em etiqueta, tudo bem investir numa lingerie sexy. Em compensação, não é o momento para algemas, vibrador e fantasia de enfermeira por um motivo simples: ainda não sabe quais brincadeiras ambos curtem (Seria TÃO difícil descobrir isso sozinha...). Veja a experiência da nutricionista Fernanda, de 26 anos: ela adora sexo com pegada — e até algumas palmadas. Descobriu esse lado selvagem com um ex de longa data. Depois de um bom tempo sozinha, começou a sair com um colega do escritório e não resistiu. No meio da primeira transa, implorou ao cara que batesse nela. Ele perdeu o tesão na hora (Imagina... você sai com alguém e na PRIMEIRA trepada a imbecil quer que você a encha de bofetada, não te dá nem chance de ser gentil e fazer/falar coisas bonitas. É ou não é pra broxar? Depois dessa, ELA que tinha que usar a frase “Isso nunca aconteceu comigo antes”).
Na medida do bom senso
Outra regra do manual de etiqueta sexual é não pressionar seu homem a fazer algo antes que esteja preparado (Desde quando homem tem que se preparar pra fazer sexo?!). Em vez de trazê-lo para perto, vai afastá-lo (Gente, mas cu doce é algo PATENTEADO por nós mulheres!). Aconteceu com a dentista Marcela, de 21 anos: "Saía com o Sérgio havia um mês quando o convidei para um jantar cheio de segundas intenções. Ele deu uma desculpa e, logo depois, terminou tudo" (Provavelmente porque ele só queria umas dicas de estética).
A linha do tempo para casais recém-formados
Segundo a opinião de 3 926 homens e 836 mulheres que acessaram os sites de Nova, Men's Health e Playboy, montamos nosso manual de começo de relacionamento.
1º Encontro
- Beijar no rosto e até dar um selinho (Adoro esses tempos liberais onde a gente pode ATÉ dar um selinho no primeiro encontro. Nos anos 20 isso nunca seria permitido)
- Mostrar sua tatuagem (Ai, esse passo eu já acho ousado demais. Até porque... quem não tem tatuagem, mostra O QUÊ?)
2º Encontro
- Beijar na boca (...)
- Acariciar zonas erógenas (Evoluiu rápido, não?! Do 1º pro segundo encontro...)
- Masturbar o outro (...Quero dizer, eu tava só mostrando a tatuagem e agora já tá essa putaria?)
3º Encontro
- Conversar sobre DSTs como se fosse um assunto qualquer (“Ai, sabe... Minha vizinha pegou sífilis, HPV e gonorréia. Ontem eu e minha mãe fomos olhar, tá toda mofada, cheia de pus, umas coisas verdes em volta...”).
4º Encontro
- Comprar camisinha (“Oi, hoje é nosso quarto encontro e fiz uma programação especial. A Drogasil tá vendendo Jontex a R$3,60. Tem de cereja”)
- Transar (Se, é claro, conseguir passar do 3º encontro)
- Fazer sexo oral (Idem)
- Tomarem banho juntos (Ibidem)
1 Mês
- Dizer palavras picantes na cama (“-Safada! Cachorra!”, “-Tchuchucão! Viril!”)
- Rapidinha no banheiro da balada (Que nojo... As pessoas VOMITAM no banheiro da balada. MIJAM FORA DO VASO. Até na pista deve ser mais higiênico)
2 Meses
- Dar/receber tapinhas de leve durante o sexo (Com dois meses agüentando essas cretinices desse manual, pode levar até o cassetete pra cama)
- Fazer uma viagem a dois
3 Meses
- Assistirem juntos a um filme proibido para menores (Porque depois de 3 meses só fazendo cagada, só um filme pornô mesmo pra deixar o cara de pau duro).
4 Meses
- Chamar o menino dele por apelidos carinhosos (Sorte do cara que já pode bater, né...)
5 Meses
- Levar brinquedos de sex shop para a cama (Antes disso só playmobil e polly)
6 Meses
- Conversar sobre sexo anal (Veja bem, SÓ CONVERSAR!)
- Dizer "Eu amo você" (Mas tem que ser antes de pedir pra ela te dar a rosquinha, meu filho)
É isso mesmo, meus queridos. Queima, Jesus! agora é educação sexual, também. Aproveitem, melhor que isso só se a gente colocasse a Rosely Saião na grelha.
O Segundo Pecado, por Apóstolo Esteban: Antes de tudo, sugiro que leiam o artigo. E que, claro, já tenham praticado muito o tema abordado.
É notável o talento da jornalista Giovana Lombardi para neologismos – tão sexcitantes quanto seu sexaquecimento express -, mas se embanana toda com os eufemismos. Chamar o pênis de “menino” ou “países baixos”, além de desvalorizá-lo, é de uma elegância pudica ímpar. É mais ou menos como aquela sua tia que se auto-intitula de “bem resolvida”, que vai a um bar “30-40, 50 só com dinheiro” com as amigas e conversa em voz alta sobre esses assuntos, fazendo uma série de hipertrofia com o pescoço para lançar olhares magnéticos aos alvos. Depois de cinco minutos de cerveja barata, ela já se sente segura o suficiente para se abrir, mas elegantemente: “Naquela noite, a entrada da Mangueira foi avassaladora! Tive até que interditar minha Sapucaí.”.
Meu Deus, é tanta coisa pra rir que eu até perco o foco. O artigo alivia as frígidas com a notícia de que elas podem ficar superexcitadas em apenas 12 minutos, segundo uma pesquisa realizada na Universidade McGrill. Mas a esperteza das jornalistas está justamente aí: em, num lapso de genialidade, montarem um manual de como ficar superexcitada. E, como se não bastasse, elas te desafiam a fazê-lo em 12 passos, ou seja, um por minuto. Como meu pulmão mal me permite contar até 12 em voz alta, passei a tarefa de testar o guia sexual a alguém com muito mais preparo físico: Yane Marques, medalha de ouro no pentatlo moderno.
Apóstolo Esteban: Yane, conta pra mim, como você avalia seu desempenho nessa prova?
Yane Marques: Um desastre. Disposição não me falta, vocês sabem, mas a seqüência de provas exige muito do atleta. Primeiro eu tenho que mentalizar cenas eróticas enquanto faço um can-can de tanto cruzar minhas pernas de um lado pro outro. Meu namorado se assustou um pouco com a série de movimentos e recuou quando dominei o menino dele de surpresa, portanto tive de usar minha força para dominar os dois meninos. Depois disso, ele perguntou o que eu estava procurando nos bolsos dele, mas eu estava só fazendo minha exploração manual. Em seguida, peguei os petiscos apimentados, mas exagerei um pouco e tivemos que recorrer à segunda opção: cheirar queijo. A cada reclamação do meu gato, eu pedia para que ele confiasse em mim – ocultando, claro, os créditos da revista. Num rápido movimento, pego o controle remoto e dou o play na Tela Sexincendiária, mas fiquei um pouco confusa entre o ápice do vídeo e o próximo passo, que me dizia para não ficar nua. Transtornada, vou ao quinto passo e começo uma guerra de travesseiros com ele; como sou muito criativa, pulo para o passo seguinte, fazendo uma dança sensual com o próprio travesseiro e me despindo rapidamente. Mas aí foi me dando uma tontura, um bolo no estômago, sabe? Mas não desisti e ataquei os países baixos dele. Para minha surpresa, os países estavam mais baixos do que nunca. Resolvemos descansar num longo banho de banheira, onde fiquei excitada em menos de 30 segundos com ele beijando minha nuca e foi ali mesmo. Acho que o sexo é como a vida: o sofrimento precede a glória.
Mas é claro que eu encontro uma justificativa perfeita para tal fracasso: falta de prática. Depois que você fizer isso umas, hm, 12 vezes, seu companheiro já vai ter decorado todos os passos e vocês não vão nem mais precisar programar a tecla snooze pra tocar novamente daqui a um minuto. Talvez você pense que a espontaneidade e a novidade que impulsionam uma boa vida sexual, mas não: é tudo uma questão de fórmula, método e execução mais que precisos.
Quinta-feira, Agosto 09, 2007
Amanhã.
Breve.
|